
O livro é um thriller/horror psicológica que segue a história de Megan, uma jovem americana que decide viajar pela Irlanda em busca de paz e de conexão com as raízes de seu pai, que faleceu.
Durante a viagem, o carro dela quebra nas belíssimas Montanhas Wicklow, um lugar isolado e selvagem. Sozinha e vulnerável, Megan é “resgatada” por uma família local chamada Brogan. À primeira vista, eles parecem amigáveis e prestativos… mas isso logo muda.
Com o passar do tempo, Megan começa a sentir que algo não está certo: a hospitalidade aparentemente genuína da família se transforma em controle, manipulação e violência. Ela se vê presa em uma situação assustadora, onde a linha entre salvação e pesadelo desaparece.
O ambiente isolado, as tradições da família e a beleza ao redor contrastam com o horror psicológico e físico que Megan enfrenta, fazendo com que o leitor se sinta preso junto com ela na narrativa intensa.
Boa noite, minha querida, de Leigh Kenny:
Boa noite, minha querida apresenta personagens construídos para causar tensão psicológica e desconforto, mostrando como o perigo pode se esconder atrás de rostos aparentemente gentis.
🧍♀️ Megan (protagonista)
Megan é uma jovem fragilizada emocionalmente pela morte do pai e pela busca de suas raízes na Irlanda.
Ela representa:
• a vulnerabilidade de quem está sozinho em um lugar desconhecido
• a ingenuidade inicial diante da hospitalidade da família
• a transformação de vítima em sobrevivente
Ao longo da história, Megan evolui de uma pessoa confiante para alguém que percebe o perigo real e luta para escapar. Seu medo é progressivo e muito humano, o que aproxima o leitor de sua dor.
👨👩👧 Família Brogan (os antagonistas)
A família que “acolhe” Megan é o coração do terror do livro. Eles simbolizam o perigo escondido na tradição e no isolamento.
🔹 Pai (figura autoritária)
• controla a casa e impõe regras rígidas
• representa o poder patriarcal e a violência silenciosa
• acredita estar fazendo o que é “certo”, mesmo sendo cruel
🔹 Mãe
• aparenta submissão, mas participa dos abusos
• simboliza a normalização da violência
• é ambígua: às vezes parece ter pena de Megan, mas nunca a ajuda de verdade
🔹 Filho(s)
• mostram comportamentos estranhos e perturbadores
• foram moldados pela violência da família
• representam a continuidade do horror de geração em geração
🧠 Psicologia dos personagens
O livro mostra como:
• o isolamento geográfico aumenta o poder dos agressores
• a vítima começa a duvidar de si mesma
• o medo cresce aos poucos, não de uma vez
A família se vê como protetora, enquanto Megan percebe que está presa em uma prisão invisível.
🎭 Conflito central
O maior conflito não é apenas físico, mas psicológico:
• Megan luta para manter sua identidade
• a família tenta apagá-la e controlá-la
• o leitor sente claustrofobia emocional
✨ Conclusão
Os personagens não são heróis clássicos nem vilões caricatos. Eles são:
• humanos
• perturbadores
• realistas dentro de um terror psicológico
A força do livro está justamente em mostrar como pessoas comuns podem se tornar monstros quando vivem sob regras distorcidas e isoladas do mundo.
O que eu achei:
Respeito aos autores mas esse livro foi um dos piores que li. A autora escreve bem e prende a atencao, mas achei a estória desagradável, muito violenta e não curto esse gênero. A estória da muitos gatilhos e violenta, sufocante e o que me fez continuar apesar de todo incômodo foi torcer para a protagonista sair daquela situação horripilante que ela se encontrava.
E um tipo de leitura muito incomoda, me deixei levar pelo título que achei suave porém nada suave e a estória.
Como assino o kindle acabei indo ler por lá pq sao tantos lançamentos que tinha deixado os livros de assinatura de lado um pouco. E sem ler resenha nenhuma dele fui ler.
O livro e incomodo, angustiante que fica difícil até resenhar direito.
Dou nota:

kisses💋 e até a próxima

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